CONTADOR

terça-feira, 30 de setembro de 2008

NOSTALGIA






















NOSTALGIA

Sinto voarem meus pensamentos
em velocidade cruzeiro, sem paragens
como se fossem livres aragens
a arrastarem ventos.

Destemidos mas exauridos
no desabrigo dos espantos
os pensamentos trazem prantos
um tanto desabridos.

Cavadas e enegrecidas
quase tumulares, negras grutas
as nostalgias gritam, abruptas
quais almas deprimidas.

O rugir da vaga que na praia morre
e se faz ouvir sem avisar
é feito de um frémito breve, um escorregar
de lágrima que escorre.

O pranto, como áspero trovejar
vem de rompante, meio escondido
no sorriso a custo conseguido
em mal disfarçar.

Nostalgias que vão e que regressam
em transfiguradas comoções
e na frouxidão dos corações
se arremessam.





Mário Matta e Silva

24.08.2008

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