CONTADOR

terça-feira, 30 de setembro de 2008

REMOINHO

















Remoinho

Vulcões alastram pela boca do mundo.
Remoinhos de negro fumo
sobem em espiral a caminho
do céu estéril.
Bailarinas sem talento dançam
ao som do remoinho de vozes.
O anormal bate palmas num remoinho
infernal.
Cabelos embranquecem em remoinhos
pedindo que os alindem.
Cães brigam num remoinho
de raiva salivando rosnadelas.
Gatos assanham-se num remoinho
de pelo atirando-se às noitadas.
Lábios buscam-se num remoinho
de angústia.
Olhos choram em remoinhos
de lágrimas.
Mãos procuram-se em remoinhos
de esperança...
E, eu parto para o nada
num remoinho de indiferença.



Lisboa, 12 de Agosto de 2008
Liliana Josué

1 comentário:

antonio disse...

Amo-te
Amo-te porque
sempre te amei
Quero-te porque
sempre te quis
Não te tenho porque
nunca te tive
Não te toco porque
tu nunca deixaste
Enfim, amo-te e sempre te amarei,
sempre te quis,
nunca te tive,
porque tu nunca deixaste
Foste o meu vício
a minha vida
tiveste nas tuas mãos
o meu coração
Mas tu nunca percebeste
que o que eu sentia
por ti era
um verdadeiro AMOR.