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sábado, 11 de outubro de 2008

Vidraça



Vidraça

Pela vidraça do mundo
corre a minha imaginação
e vejo coisas...
Uma montanha jorrando labaredas de emoções
um rio correndo de baixo para cima
buscando o inalcançável, mas tenta...
um braço de arvore estendendo-se para mim
sendo seus galhos dedos que me apertam.
Vejo ainda beijos soltos no ar
poisando na minha boca como pássaros vermelhos.
Dois corações, lado a lado
são levados pela brisa da minha imaginação
refrescando-se no rio persistente
indo depois poisar na montanha em labaredas.
A vidraça ofusca-se com o calor da minha boca
limpo-a de punho cerrado.
É noite, as estrelas não brilham
mas a lua é uma enorme rosa azulada
doce e macia.
Suspiro, desvio os olhos da vidraça
e permaneço espectante.
Lisboa 14 de Agosto de 2008
Liliana Josué

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