CONTADOR

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FLORES BRANCAS



Flores Brancas


Entro no meu pensamento
ao fundo vejo alamedas de flores
brancas, ondulando ao vento
frageis seres consoladores.

De entre elas dois rostos me sorriram
já sem chorar o desgosto
sentido p'los que também lhes fugiram
deste lugar tão sem gosto.
Suas faces são astros do Universo
já sem rugas do terreno
e atiraram-me beijos em verso
daquele mundo sereno.

As flores brancas, pequeninas
perfumavam o caminho
e como graças divinas
davam risos de mansinho.

Meus olhos choraram rios de saudade
banhando aquelas almas ditosas
e na minha humana fragilidade
acordei memórias venturosas
logo eles me sorriram novamente
no afecto que jurámos num abraço
colheram flores brancas, ternamente
espalhando-as em seguida pelo espaço.

E lá foram seguindo o seu caminho
como pássaros voando em liberdade
eu, afastei-me bem devagarinho
p'ra que não vissem estes olhos de saudade.
Lisboa, 26 de Março de 2007

Liliana Josué

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