CONTADOR

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O PEQUENO CAÇADOR




O PEQUENO CAÇADOR


Terra vermelha batida pelo sol
planície de febre a arder
mas não de amor.
Céu num azul teimoso sem controle
ignorando o que anda a acontecer
nos confins desse calor.
Esperanças verdes lá no fundo...
quimeras vãs
enquanto um rosto assim no mundo houver
num grito por falta de amanhãs.
Ó tristeza negra dum existir
e sem sequer saber
o que é sorrir.
Quanto a criança, jamais o pôde ser
ao carregar em suas mãos caça impotente;
caçados como ele
para importantes de barriga imponente
sem um segundo só pensarem nele

Contigo choro Analua Zoé
por este mundo ser tão áspero como é;
tal como tu, Ana Zoé, sinto revoltas
ao ver tantas crianças de esperanças mortas.


(dedicado a “ The Little Hunter” de Analua Zoé
no cenário As Letras da Pintura Nº 2 do Grupo
Ecos da Poesia)


Lisboa, 30 de Novembro de 2007
Liliana Josué

1 comentário:

Anónimo disse...

Também participei neste número de As letras da Pintura.

Gostei do seu poema.
Beijinho
Sustelo