CONTADOR

segunda-feira, 30 de março de 2009

Menina/Mulher


Menina /Mulher

Menina de expressão pálida
olhos rasgados de amêndoa
de certa cor doce e cálida
que a terra entorna e nos doa.
Boca vermelha, vincada
como rosa acetinada.

De cabeleira ondulada
esvoaçando com o vento
e cor negra, bem cerrada
brilhando ao sol do momento.
Seus reflexos espalham vida
calor, brasa enegrecida.

Seu corpo esguio de gazela
desliza graciosamente
num caminhar que é só dela
bem jovial e fremente.
Sua juventude alada
não é de pose estudada.

Menina de sol vestida
não queiras que o mundo apague
a esperança na tua vida
nem deixes que o medo estrague
teu desejo de vitória
ou esse grito de glória.

(Dedicado a todas as meninas que foram obrigadas a ser adultas antes do tempo)

Liliana Josué

1 comentário:

Anónimo disse...

Liliana, adorei seu poema! Quantas meninas não têm a oportunidade de viverem sua infância, porque os próprios pais lhes negaram esse direito? Adoro suas poesias, minha amiga! Um grande abraço e boa noite.