CONTADOR

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ENXERGA


Este belo poema é da autoria do meu grande amigo José Manuel Veríssimo desejando que, com a postagem dum poema seu no meu blog, comece a ser conhecido, pois ele merece.
Ao mesmo tempo agradeço-lhe ter-me autorizado a sua publicação.

ENXERGA

Vês veias inchadas
A empurrar esforços??
Braços - ramos divididos
E desiguais.......................

Vês mãos - punho
Gestos de vontade de cimento
Como quem transforma
Um pesadelo em sonho
Os gemidos e choros
Em urros animais??

Vês cicatrizes abertas
Escorrendo sangue, sofrimento...
Sem vitalidade
Passos lentos de depressão
Corpos
Na fronteira
Entre a força de gravidade
E uma qualquer
Base de sustentação??

Como podes ver
Se és cego?
Pelos muros que ajudas a construir
Pelas teias de aranha em que te esbracejas

Cego de tanto desejo por assumir

E ainda
Que assim seja
Cego por tudo
Aquilo que ainda pode vir

Seixal 21.05.2002
José Manuel Veríssimo

1 comentário:

Daniel Teixeira disse...

Excelente poema este, de José Manuel Veríssimo, e excelente ideia a sua (Liliana) de o trazer ao seu site. Você (já sabe) e ele fica a saber que gostamos muito de poesia «assim»...

Daniel Teixeira

http://raizonline.110mb.com