CONTADOR

segunda-feira, 22 de junho de 2009

FOME E SEDE


FOME E SEDE

Deus deixa-me sonhar
mas só às vezes
porque na brusquidão
das suas insondáveis decisões
dá o que tira
e tira o que dá...
ou é erro meu de interpretação
por não ser eu de cá ?
Imagine-se ter a veleidade
de pensar que sou feliz
(mas há quem acredite e o diz).

Nos novelos farpados da minha vida
iludo com bolachas
de água e sal
o meu vazio.
E com restos de “comida”
deixada por outros
alimento minha força.
A sede sacio-a nos pingos
das minhas lágrimas
(mesmo sabendo a sal).

Que tenho eu afinal?
Apenas dignidade postiça?
Porque aceito tanta injustiça?
Eu sei que sou animal
mas racional.

Liliana Josué.

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