CONTADOR

segunda-feira, 21 de junho de 2010

CANETA SEM TINTA



Dispersei-me nos salpicos das letras
como chuva sem razão
esqueci o jeito
escapuli nas gretas do vazio
perdi a mão.
Senti no peito a negrura
dum horizonte fechado.
Tempo oco
preso num só fio de esperança
de que a palavra madura e certa
chegue até mim
num achado de lembrança.
E a crença ansiosa apela à chuva
num alerta
para que humedeça o espaço seco
desta mirrada solidão.
Esqueci o jeito
perdi a mão…

Liliana Josué

2 comentários:

Marcelino disse...

Excelente texto. Gostei muito também da homenagem a José Saramago.

Liliana Josué disse...

Olá Marcelino
Obrigada pelas suas simpáticas palavras.
Brvemente irei visitar o seu blog.
Cumprimentos.