

Há fome
Há medo
Há sujidade!
A grande fadista canta a saudade
de qualquer coisa que não percebo
nem me interessa.
Com ela a esperança some
num arremedo de solidão.
O fado português em mim recebo
com enfado.
Suga-me a cor do rosto
e a alegria dos olhos.
Não tenho culpa…
não quero ter culpa!
Rejeito o desagrado causticante
deste fado
assim tão português!
Liliana Josué
2 comentários:
Belísssimo texto, Liliana; não sei se a métrica atende ao que pedem os fadistas, mas o conteúdo mereceria umas notas de guitarra portuguesa.
Olá Marcelino
Mais uma vez obrigada pelo seu comentário.
Quanto à música hei-de ver isso
Um abraço
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