CONTADOR

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SOMBRA

SOMBRA



Há espanto mudo nas copas das árvores
imagens ancestrais espreitam atentas
a folhagem canta em tons nervosos.
Largos círculos desenham-se no chão
escuros e condescendentes.
Vê-se tanto espaço carregado de mensagens
talvez os pássaros as entendam
nos seus caprichosos voares.
Todos optam pela imbecil felicidade ignorante.
 
Sacos na mão
óculos de sol
a sombra das árvores complacente
desabotoa-se e adormece
nas asas dos pássaros

Liliana Josué

4 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

Olá, Liliana! :)
Parabéns pelo teu blog! Gostei imenso deste teu poema e vou tentar deixar-te estas palavras, muito embora sabendo que nem sempre os blogs da Google me aceitam os comentários...

Enorme abraço e boa sorte com mais esta montra da poesia! :)

Marcelino disse...

A "felicidade ignorante" muda quando se "adormece nas asas dos pássaros" Lindo poema, Liliana.

Liliana Josué disse...

Olá Maria João Recebi bem a sua simpática mensagem.Muito obrigada por se ter tornado minha seguidora. Um abraço amigo.

Liliana Josué disse...

Olá Marcelino, muito obrigada pelo seu agradável comentário. Ainda bem que gostou do poeta David Mourão Ferreira e ter tido a possibilidade de lho dar a conhecer. Um grande abraço.