SOMBRA
Há espanto mudo nas copas das árvores
imagens ancestrais espreitam atentas
a folhagem canta em tons nervosos.
Largos círculos desenham-se no chão
escuros e condescendentes.
Vê-se tanto espaço carregado de mensagens
talvez os pássaros as entendam
nos seus caprichosos voares.
Todos optam pela imbecil felicidade ignorante.
Sacos na mão
óculos de sol
a sombra das árvores complacente
desabotoa-se e adormece
nas asas dos pássaros
Liliana Josué

4 comentários:
Olá, Liliana! :)
Parabéns pelo teu blog! Gostei imenso deste teu poema e vou tentar deixar-te estas palavras, muito embora sabendo que nem sempre os blogs da Google me aceitam os comentários...
Enorme abraço e boa sorte com mais esta montra da poesia! :)
A "felicidade ignorante" muda quando se "adormece nas asas dos pássaros" Lindo poema, Liliana.
Olá Maria João Recebi bem a sua simpática mensagem.Muito obrigada por se ter tornado minha seguidora. Um abraço amigo.
Olá Marcelino, muito obrigada pelo seu agradável comentário. Ainda bem que gostou do poeta David Mourão Ferreira e ter tido a possibilidade de lho dar a conhecer. Um grande abraço.
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