CONTADOR

sábado, 29 de outubro de 2011

ESCUTA




Não me fales de tristezas
mas do beijo
desse sem tempo nem hora
onde as surpresas dos corpos
são a nossa realidade

Fala-me com tuas mãos
a enterrarem-se em mim
na vitalidade do desejo

Não me fales de tristezas
mas do abraço
desse que me levou contigo
até ao fim do mundo
sem cansaço nem enfado
mas na ânsia de eternidade

Fala-me de quando chamas por mim
no momento da tua libertação
e me dás a seiva
essa lava quente apetecida

Fala comigo assim
sem desgostos
como se a vida fosse
o nosso amor
e nada mais

Liliana Josué

5 comentários:

Landa disse...

Liliana
Lindíssimo poema
Adorei
Bj
Landa

Liliana Josué disse...

Olá Landa, muito obrigada pelo seu comentário. Bjs

Marcelino disse...

Belíssimo o texto, Liliana, uma mensagem de vida, com amor (em todas suas formas); um tributo ao amor, com vida (em todas suas formas). Gostei muito da metáfora da "lava apetecida" para falar do clímax do amor.
Grande braço.

Marcelino disse...

Lindo o texto, Liliana. Quanta sensualidade cabe no amor, hein?

Liliana Josué disse...

Olá Marcelino,
muito obrigada pelo seu agradável comentário.

Abraço