CONTADOR

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

POEMA DE CHUMBO

POEMA DE CHUMBO




Veste-se o céu de luto

por aves que não cantam.

Tem chumbo no peito

e almas esquecidas no olhar



gritam trovões em raios de violência

e o mar tão negro quanto o céu

ergue-se bruto e revoltado

por falta de azul

e inexistência de peixes dourados



a gaivota grasna perdida

no mortal tecido do nevoeiro

não sabe que vai cair vencida

nas garras de outra ave

mas de rapina.    



Imagem tirada da net

Liliana Josué

5 comentários:

Landa disse...

Um poema muito bonito, Liliana
Pesado, triste, talvez, mas que nos faz pensar.
gostei muito
Beijinho

ilze disse...

Liliana querida, parabens pelos belos poemas! Estava com saudades de ler seus versos! Qdo vc vai voltar a participar das cirandas? Bjs. Ilze

Liliana Josué disse...

Olá Landa e Ilze
Muito obrigada pelos vossos simpáticos comentários.

Quanto às cirandas tenho de ganhar folego mas hei-de participar.

Beijinho às duas.

Marcelino disse...

Um poema lindo, bem feito, com uma descrição poética, perfeita, para um dia nublado: o luto, o silêncio das aves, o grito do trovão, a ausência de azul e dourado, a morte da gaivota: lindas metáforas construiste, Liliana.

Liliana Josué disse...

Olá Marcelino
Muito obrigada pelo seu generoso comentário.

Um abraço.