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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

SENSUALIDADE


SENSUALIDADE




Sinto a brisa da tua respiração

nas pontas do meu cabelo

e na pele do meu pescoço.

Ouço-a despertar mansa e secreta

enquanto a tua mão procura sonolenta

qualquer parte de mim



mas eu não sei se estou lá

ou se ando pelos abismos da minha ansiedade.



Aperto-a fortemente contra os meus seios

atenta ao que ela me transmite.



Também não sei se estás ali

mas percebo-te como vital artéria do meu ser.



Veios de sangue que se cruzam num acaso

corpos que se procuram no deserto

beijos que se trocam já ao longe

suspiros de paixão e de saudade

eterno querer-te sempre junto a mim.


Liliana Josué

5 comentários:

Marcelino disse...

"Vital artéria de meu ser" Que declaração de amor fantástica, hein, Liliana? Que texto lindo, realmente de uma sensualidade viva, sem vulgaridade, uma sensualidade fina e romântica, no sentido de passional, mas sem desligar-se da realidade das relçações do cotidiano: "Não sei se estás ali"
Excelente texto. Parabéns!

Graça Patrão disse...

Liliana: parabéns pelo seu poema. Um grande bjiho.
Graça

Liliana Josué disse...

Olá Marcelino
Muito obrigada pelo seu tão agradável comentário, assim até fiquei com o meu ego maior que eu.

Abraço.

Landa disse...

Lindíssimo poema!
Concordo com o comentário do Marcelino
Só uma pessoa de grande sensibilidade poética escreve sobre amor e sensualidade duma forma tão bela e delicada
Bj

Liliana Josué disse...

Amigas Landa e Graça Patrão, os vossos simpáticos comentários dão-me sempre muita satisfação.
Obrigada.