CONTADOR

domingo, 15 de fevereiro de 2015




ESTRANHEZA

Acendeu-se um ponto de ódio, um quase nada, derramando um sulco de raiva. Parecia um flache, ou um cometa deslizando rápido no peito.

Sem se dar conta, essa fugaz  cegueira desfez-se em nada dando lugar a um desconcertante medo. Logo a seguir despertou a indiferença.

São coisas que acontecem

Um  outro sentimento aproximou-se: foi a vontade arrepiante de destruir o objeto que despoletou tais emoções. Pouco depois tal sentimento voltou a caminhar na costumada  monotonia  de uma pacatez ausente.

São coisas que acontecem

Uma nova sensação  fez-se sentir no peito cansado, e uma nuvem seca enevoo o tempo, este não sabe o que é nem tão pouco como definir. E nessa apatia repetiu:

São coisas que acontecem

A falta de sentir retornou com muita força e o nada fez-se tudo dentro de si. O absurdo floriu vitorioso após tão improdutíveis repetidas tempestades.

Só conseguia pensar que afinal tudo aquilo 

São coisas que acontecem.


Liliana Josué

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