CONTADOR

domingo, 22 de março de 2015



Terapia da Poesia
(Dedicado ao Dia Mundial da Poesia)
A poesia é um processo catártico onde cada ser desenrola o novelo da sua existência, mesmo sendo apresentada na primeira, segunda ou terceira pessoa.
Ela, a poesia, desfruta do papel apaixonadamente onde expõe tudo o que pode, expandindo-se e sentindo nele o seu terapeuta.
As imagens podem correr soltas na sua fantasia, como seres sem lógica ou constância; espécies estranhas, estrangeiras ou mesmo sombras errantes aparentemente exteriores a si. Elas entranham-se de forma violenta ou adocicada no papel, ficando assim, a poesia, a flutuar nesta imaginação real.
Mas o inverso não é menos verdadeiro; todos os seres e coisas que habitam este Universo, notáveis ou invisíveis, deslizam para o seu interior, na despreocupação dos inocentes, surgindo assim a poesia do mundo exterior, que se emaranha no nosso mundo interior.
E o papel vai registando todas as emoções na fidelidade do terapeuta. As sessões não acabam, há sempre outra e mais outra... e não acabam mesmo nunca!
Depois de tanta pesquisa e confissões queremos resultados, afinal estamos a dar-nos a um estranho, na ponta duma caneta fazendo de boca, e o nosso Eu está lá, na eterna impossibilidade da resolução.
O terapeuta está atento e dedicado, captando o nosso subconsciente, na esperança muda de que o gratifiquemos com soluções que nem ele sabe dar.

Lliana Josué

2 comentários:

Marcelino disse...

Concordo em absoluto com tuas palavras, elas expressam o que seja o veio poético que nos percorre a alma de quando em quando, e nos deixa extasiados admirando coisas já lidas como se fossem objetos absolutamente originais.

Liliana Josué disse...

Obrigada Marcelino pelo seu simpático comentário.

Cumprimentos.