CONTADOR

segunda-feira, 20 de abril de 2015





IRENE

(04.11.1916 / 15.04.2015)

Agora és livre nessa imensidão desconhecida
tiraram-te as grilhetas de um sono maldito
onde não se vislumbrava paz mas estranheza.
não posso acreditar que tal já estivesse escrito
não posso acreditar em tal maldade

canta agora os teus hinos
toca o piano da tua felicidade
não tenhas nunca saudade deste mundo
que ruim fim te deu
em viperinos tons de azul celeste

voa, sê feliz, liberta-te de tudo
dança nas pétalas do Universo
retomando o folego perdido
pois agora és gazela branca correndo em euforia
numa autonomia eterna e milagrosa

eu Quero esta verdade
Imponho esta verdade
mesmo que tudo isto  que  escrevi
seja apenas o eco da minha vontade.

15.04.2015

Liliana Josué

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