CONTADOR

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

SÓ PARA AS QUE QUEREM




Vi-te aninhada num lençol enorme
Branco, azul, preto... cor pouco importa
Enigma duro no tempo que dorme
Ausência de querer, vontade que aborta

Ave esvoaçante no tempo estático
Buscando abrigo em templo parado
Sombra das sombras desse espaço apático
Abusos tão vis, corpo escravizado

Poderás sonhar com a liberdade?
Ao menos sabes o que é igualdade?
Nunca te deixaram pensar só por ti

Mostra teu rosto sem esse lençol
Abriga em teu peito o ardor do sol
Expulsa as chagas que sempre te vi


Liliana Josué




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