CONTADOR

domingo, 10 de janeiro de 2016

À NOSSA
Sinto o teu olhar sinistro em mim
estendo-te a mão e forço um sorriso
concluo, já não me conheces
sou quem não te dá paz, mas beijos
no friso cruel da tua boca
tu gostas, mas foges
num medo que não reconheces mas sentes
quero tanto que tornes ao mundo dos vivos
e não estagnes nesse enterro de tempo esquecido.
Exijo-te o poema que nunca me foi prometido
mas que eu sei existir
anda, segue os meus passos
como já segui os teus.
Liliana Josué
Foto de Rui Ornelas


1 comentário:

mário matta e silva disse...

Feliz por ler teus versos e saber que te tornaste numa verdadeira poetisa. Beijo Mário