CONTADOR

domingo, 22 de maio de 2016




POEMA À AMIZADE

Nossas leves vozes
serão sempre ouvidas
cantam num fio de esperança
pelo melhor que há-de vir
não é crença
nem superstição
mas algo que vibra para além de nós
lembranças velozes
presença do ontem
canção de amanhã
tu cantas a trova do amor esquecido
eu lanço a cantiga de escárnio incontido
mas ambas cantamos
e bem afinadas
em pautas diferentes

somos o passado
presente
futuro
e tudo o que é duro
e doce, encantado…

nossas leves vozes
serão sempre ouvidas
levadas por ventos doutos, velozes
que percebem e divulgam a harmonia
do nosso canto
das nossas vidas
das nossas almas

em coutos de esperança
pálidos laços de nostalgia
e, em sintonia,  nesta força que se cria
acreditamos

nossas leves vozes
serão sempre ouvidas…

(Imagem do pintor  Marc Chagall - 1887/1985)


Liliana Josué

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