CONTADOR

terça-feira, 2 de agosto de 2016

CATARINA, CATARINA…

Ó menina Catarina
Deixa a mãe dormir em paz
Que miúda tão traquina
Nem Barby a satisfaz

Quer a sopa,  já não quer
Mas o ovo vai marchando
Grão coma eu se quiser
Bacalhau é do “camandro”

Anda cá ó Catarina
Que a sopa é de Portugal
Com alface pequenina
Beterraba o principal

A tragédia recomeça
Entre esgares e tantos nãos
Por muito que a gente peça
Tudo empurra com as mãos

Puxa o copo bebe nada
Babete sai pelo ar
Esboroa o pão danada
E destina a berrar

Fruta, isso é que era bom
Não quer provar, nem pintada
Põe-se o Panda em alto som
Nem assim come pitada

Mão veloz, cara safada
Em braveira entorna o leite
Quebra garrafa espantada
Na cozinha mar de azeite

Liliana Josué

(Imagem do fotógrafo Bill Gekas a sua filha, inspirado em pinturas famosas)




1 comentário:

ursopreto disse...

Belos versos!
#Brasil